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Arte política é tema de exposição no Museu dos Direitos Humanos do Mercosul

Xadalu
O artista Xadalu preparando a exposição - Foto: Bruno Alencastro

No dia 19 de dezembro, ocorre a abertura da exposição Xadalu - Arqueologia do Presente às 19h no Museu dos Direitos Humanos do Mercosul (Rua Sete de Setembro, 1020 – 2º andar - Praça da Alfândega, Porto Alegre). A mostra representa o valor social da arte política das ruas e fica aberta a visitações até o dia 31 de janeiro de 2015. O artista é conhecido pela marca do "indiozinho" espalhada por vários pontos da Capital.

Dione Martins, o Xadalu, começou a se envolver com arte há dez anos, quando trabalhava como gari e passou a observar o ambiente urbano de forma diferente. Teve a oportunidade de trabalhar em uma loja de serigrafia, o que mudaria sua vida completamente. Desde lá, o que era trabalho virou estudo e dedicação pessoal. “O tempo foi passando e eu me lapidando em diversos cursos da área, como designer gráfico, publicidade e propaganda, colorometria, serigrafia, impressão digital, fotografia, litografia, desenho e história da arte". conta o artista. Quem inseriu o trabalho de Dione à arte de rua foi um grande amigo de infância, o grafitteiro e ilustrador Celo Pax. "Sou muito grato a ele", revela Xadalu sobre o início da carreira.

Mas quem é Xadalu? "É um personagem que surge como forma de repovoamento de uma cultura que foi destruída, é o despertar do índio que há dentro de cada um de nós", explica o artista, que tem a abordagem social da condição indígena como marca do seu trabalho. "Gosto de arte porque acredito que ela tem um potencial incrível para atingir todas as camadas da sociedade, e, através dela, informamos e conscientizamos as pessoas", comenta.

Sobre o modo como o povo indígena é tratado, Xadalu declara: "Às vezes passo horas olhando eles, e a população trata como se eles fossem seres invisíveis, simplesmente ignoram". Talvez esse sentimento de empatia tenha surgido das várias horas em que refletia, durante a experiência como gari, sobre o fluxo urbano que ignora a paisagem, os contrastes e as desigualdades das grandes metrópoles.

O trabalho do Xadalu está presente em mais de 60 países. Sobre a migração da arte das ruas para as galerias, ele afirma apoiar o trânsito entre conceitos e lugares. “Gosto de um ditado muito usado na periferia: ‘da favela pro asfalto é só um salto’. Acredito conseguir tornar isso muito harmonioso, pois não modifico em nada do que faço na rua para o museu, nada mesmo. Essa originalidade mantém laços fortes com o público", destaca.

Museu dos Direitos Humanos do Mercosul