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Debate Imigrações na Contemporaneidade

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Debate Imigrações na Contemporaneidade: experiências da Alemanha e do Brasil

 

A cultura brasileira é formada por pessoas de diversas origens, e permeada pelas trocas entre essas diferentes etnias e nacionalidades que aqui se reuniram. Grande parte de nossos costumes, e especialmente no Rio Grande do Sul, temos grande influência dos fluxos migratórios que iniciaram do ano de 1824 com os alemães. No sul do Brasil, foram os primeiros responsáveis por colonizar a terra, e suas noções de plantação e colheita ajudaram na manutenção dos povos europeus por aqui. Para se adaptar ao clima e as condições de vida, os estrangeiros tiveram que aprender também com o povo da terra, os índios. Essa troca de ensinamentos nos proporcionou uma boa dose de conflitos, mas também impulsionou uma grande miscigenação que está também visível nas pessoas e viva em nossos costumes.

Desde o século 19, famílias europeias se fixaram em matagais pouco povoados na Serra, no Vale do Taquari e no Norte. Cidades como Caxias do Sul, Lajeado e Passo Fundo tornaram-se polos industriais. Nos últimos anos do século 20 o Brasil havia deixado de ser um país que recebia imigrantes e passou a ser um país de emigração. Hoje outras regiões recebem um novo processo imigratório de grupos formados principalmente por africanos e caribenhos. 11,5 mil estrangeiros negros saem de zonas urbanas para fugir da pobreza, já que, no Brasil, podem ganhar até seis vezes mais do que no país de origem. O principal destino é o Interior, pois em Porto Alegre há menor demanda por mão de obra e o custo de vida é mais alto.

Em Encantado, os migrantes negros já representam 2% da população – e 30% dos funcionários de um frigorífico da Dália Alimentos. Quanto ao Haiti, pesquisadores classificam o fenômeno como uma “fuga de cérebros” do país, diferentemente do que ocorreu com alemães e italianos vindos no século 19, que eram majoritariamente agricultores com baixa instrução. Apenas em grupos mais recentes vieram haitianos de menor escolaridade e mais pobres, ligados ao êxodo rural.

Em relação a países como Gana, Senegal e República Dominicana, o maior motivo das migrações é a falta de trabalho e de dinheiro. Segundo dados do Ministério da Justiça, havia 2.172 indianos vivendo regularmente no Brasil em 2009. Em junho de 2011, o número aumentou para 2.639. No mesmo período, a quantidade de paquistaneses passou de 134 a 216 e a de bengalis (vindos de Bangladesh), de 64 a 109. Entretanto, não se sabe o número exato de novas chegadas ao País, já que nem todos os imigrantes se regularizam.

De acordo com estimativa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, um em cada três imigrantes que vive em São Paulo está em situação irregular. Dados da Polícia Federal apontam que, entre 2000 e 2012, o número de residentes e refugiados africanos no Brasil cresceu mais de 30 vezes (de 1.054 no ano de 2000 para 31.866 em 2012). Essa situação pode ser ainda maior se forem levados em conta os imigrantes ilegais, dos quais não há registros oficiais.

Os impactos da imigração são divergentes, por isso é preciso entender o que essas trocas representaram e o quanto disso está presente em nosso cotidiano.

Para debater este tema, o Instituto Goethe em parceria com Museu dos Direitos Humanos do Mercosul (MDHM) e o Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (AHRS) + Biblioteca Nacional Alemã, realizam o “Debate Imigrações na Contemporaneidade: experiências da Alemanha e do Brasil”.
Venha comemorar os 190 anos da imigração alemã e aprender mais sobre tema. O evento será moderado pelo jornalista, editor de Mundo da Zero Hora e mestre em Comunicação e Informação Luiz Antônio Araújo.

Os debatedores serão o advogado e integrante do Comitê de companhamento para Política Migratória junto ao Ministério da Justiça e do Comitê de Atenção a Imigrantes, Refugiados, Apátridas e Vítima do Tráfico de Pessoas (COMIRAT) do Rio Grande do Sul Fábio Balestro Floriano; e o antropólogo e pesquisador do Instituto de Pesquisa na Migração e Estudos Interculturais da Universidade de Osnabrück na Alemanha, Jens Schneider.

A ação faz parte do projeto Imigrações Alemãs. Para obter mais informações, entre em contato pelo telefone (51) 3224- 7210 ou (51) 3225- 8490.

Museu dos Direitos Humanos do Mercosul