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Exposição Horizontes (In) Prováveis da Paisagem está aberta para visitação

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mdhm - Foto: Gabriela Wenzel

No dia 14 de outubro, às 19h, ocorreu a abertura da exposição Horizontes (In) Prováveis da Paisagem no MDHM. A mostra traz trabalhos de artistas brasileiros, portugueses e moçambicanos que expandem o conceito de paisagem, possibilitando reflexões sobre seus limites na arte contemporânea.   

O assunto é abordado por meio de diferentes expressões artísticas como instalação, pintura, fotografia, livro de artista, desenho, escultura e vídeo. A exposição fica aberta a visitações até o dia 16 de novembro de segunda a sexta-feira das 10h às 19h e sábados das 12h às 17h. Entrada franca.

 

Uma certa paisagem incerta

Ana Zavadil- Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM e Curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul-MARGS

A paisagem sempre teve seu lugar na história da arte. Até o século XIX ela era apenas o pano de fundo para pinturas de cenas religiosas e mitológicas ou de retratos. Do século XIX em diante ela passa a desempenhar um papel mais importante ou mesmo o principal, evoluindo para o status de pintura de gênero.

Na contemporaneidade e nesta exposição a paisagem reinventa-se a partir da natureza, da cultura e da estética. Os trabalhos de artistas brasileiros, portugueses e moçambicanos vão expandir o tema em questão, horizontes (in) prováveis da paisagem, possibilitando reflexões sobre os seus limites na arte da atualidade.  A representação poética de cada artista vai desde a natureza em si mesma até a sua dimensão simbólica, em que a paisagem assume outros significados por meio de subjetividades, metáforas e narrativas, onde a intenção, as tramas e os encontros dão origem a instigantes trabalhos que serão levados à visibilidade pública.

A escolha das obras para a exposição teve como objetivo buscar aquelas que caracterizassem ou descrevessem o conceito de paisagem, deixando, no entanto, um limite poroso para que se pudesse expandir o tema. As diferentes linguagens que percorrem o assunto vão desde a instalação, a pintura, a fotografia, o livro de artista, o desenho e a escultura e/ou o objeto, bem como o vídeo. Não necessariamente vamos identificar uma paisagem em seu limite reconhecível, pois ele pode estar em consonância com outros modos de entendê-la. Ela pode estar representada por meio de espelhos e troncos feitos de alumínio, ou em aquários de gravetos, ou mesmo nas paisagens urbanas ou do corpo como em alguns trabalhos desta exposição ou em abordagens singulares, ficcionais ou fantásticas.

A tradição e a prática acadêmica e mesmo as vanguardas históricas do início do século passado em relação à paisagem são ultrapassadas pela arte contemporânea, pois na busca de uma nova estética e rumos temáticos, o gênero confirma sua presença nas poéticas de agora ao citar ou explorar esse tema e ressignificá-lo em novos contextos ou em novos suportes.

Os vinte artistas que fazem parte da mostra ocuparam-se em desenvolver seus trabalhos poéticos em suportes diferentes e originais e a curadoria procurou inseri-los em um contexto em que a paisagem emerge de forma real, imaginária ou simbólica, em uma dinâmica transversal que possa trazer ao observador a paisagem como um lugar sensível, ligada muitas vezes ao afeto ou a memória.

A exposição Horizontes (In) Prováveis da Paisagem atravessa o conceito de paisagem para transformá-lo em passagem para novas investidas na arte contemporânea.

Museu dos Direitos Humanos do Mercosul