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Horizontes (In)Prováveis da Paisagem

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Horizontes (In) Prováveis - Foto: Gabriela Wenzel

Conceito de paisagem é expandido em exposição no Museu dos Direitos Humanos do Mercosul

 

O assunto é abordado por meio de diferentes expressões artísticas como instalação, pintura, fotografia, livro de artista, desenho, escultura e vídeo. A exposição fica aberta a visitações até o dia 16 de novembro de segunda a sexta-feira das 10h às 19h e sábados das 12h às 17h. Entrada franca. Para obter mais informações, entre em contato pelo telefone (51) 3224-7210 ou (51) 3225-8490.

 

 

Uma certa paisagem incerta

 

Ana Zavadil- Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM e Curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul-MARGS

 

A paisagem sempre teve seu lugar na história da arte. Até o século XIX ela era apenas o pano de fundo para pinturas de cenas religiosas e mitológicas ou de retratos. Do século XIX em diante ela passa a desempenhar um papel mais importante ou mesmo o principal, evoluindo para o status de pintura de gênero.

 

Na contemporaneidade e nesta exposição a paisagem reinventa-se a partir da natureza, da cultura e da estética. Os trabalhos de artistas brasileiros, portugueses e moçambicanos vão expandir o tema em questão, horizontes (in) prováveis da paisagem, possibilitando reflexões sobre os seus limites na arte da atualidade.  A representação poética de cada artista vai desde a natureza em si mesma até a sua dimensão simbólica, em que a paisagem assume outros significados por meio de subjetividades, metáforas e narrativas, onde a intenção, as tramas e os encontros dão origem a instigantes trabalhos que serão levados à visibilidade pública.

 

A escolha das obras para a exposição teve como objetivo buscar aquelas que caracterizassem ou descrevessem o conceito de paisagem, deixando, no entanto, um limite poroso para que se pudesse expandir o tema. As diferentes linguagens que percorrem o assunto vão desde a instalação, a pintura, a fotografia, o livro de artista, o desenho e a escultura e/ou o objeto, bem como o vídeo. Não necessariamente vamos identificar uma paisagem em seu limite reconhecível, pois ele pode estar em consonância com outros modos de entendê-la. Ela pode estar representada por meio de espelhos e troncos feitos de alumínio, ou em aquários de gravetos, ou mesmo nas paisagens urbanas ou do corpo como em alguns trabalhos desta exposição ou em abordagens singulares, ficcionais ou fantásticas.

 

A tradição e a prática acadêmica e mesmo as vanguardas históricas do início do século passado em relação à paisagem são ultrapassadas pela arte contemporânea, pois na busca de uma nova estética e rumos temáticos, o gênero confirma sua presença nas poéticas de agora ao citar ou explorar esse tema e ressignificá-lo em novos contextos ou em novos suportes.

 

Os vinte artistas que fazem parte da mostra ocuparam-se em desenvolver seus trabalhos poéticos em suportes diferentes e originais e a curadoria procurou inseri-los em um contexto em que a paisagem emerge de forma real, imaginária ou simbólica, em uma dinâmica transversal que possa trazer ao observador a paisagem como um lugar sensível, ligada muitas vezes ao afeto ou a memória.

 

A exposição Horizontes (In) Prováveis da Paisagem atravessa o conceito de paisagem para transformá-lo em passagem para novas investidas na arte contemporânea.

 

Obras de

 

Ana Flores

Andrea Hofstaetter

Antônio Augusto Bueno

Beth Mello

Bianca Santini

Flávio Morsch

Gustavo Rigon

João Paulo Queiroz

Ketta Cabral Linhares

Leandro Selister

Lourenço Cossa

Marcos Muthewuye

Mário Linhares

Nina Lindenmeyer

Paula Mastroberti

Rosali Plentz

Rosane Celistre

Simone Nassif

Umbelina Barreto

Zetti Neuhaus

Museu dos Direitos Humanos do Mercosul